Mel: 7 Propriedades, Benefícios e Como Consumir

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Propriedades do mel

O mel é um produto natural, resultado da ação das abelhas sobre o pólen e excreção delas. Existem diversos tipos de mel, conforme o tipo de flor da qual foi obtido o pólen.

O mel possui diversas propriedades benéficas ao organismo: é antimicrobiano e com isso consegue proteger o organismo de diversas doenças.

O mel  também conta com ação antioxidante e prebiótica, que modifica o balanço da microbiana intestinal, estimulando o crescimento e/ou atividade de micro-organismos benéficos.

Ele é um alimento rico em carboidratos e açúcar, sendo uma  ótima fonte de energia.

O mel também conta com potássio, magnésio, sódio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, cobalto, cobre e alguns outros minerais. Entre estes nutrientes, o potássio é o que está mais presente e é interessante para o equilíbrio da pressão arterial.

Vamos saber mais sobre o mel no texto de hoje.

Tipos de Mel no Brasil

O mel pode apresentar diferentes tipos, em relação a cor, aroma e também as propriedades. Isso devido ao tipo de flor do qual foi obtido o néctar. Com isso, suas indicações também podem ser diferentes.

Mel silvestre: Este é o mais ingerido no Brasil e é proveniente de diversas flores. É considerado interessante para a pele, vias respiratórias, tem efeito antioxidante e propriedades calmantes.

Mel de assa-peixe: Possui aroma e sabor agradáveis e possui efeito calmante e expectorante.

Mel de flor de eucalipto: Possui um sabor mais forte e coloração escura. É interessante para o tratamento auxiliar e alivio de infecções intestinais, vias urinárias e doenças respiratórias.

Mel de flor de laranjeira: Conta com sabor suave e regula a função intestinal e tem efeito calmante.

Mel de cipó-uva: Possui ação antioxidante, especialmente no fígado, por isso pode ajudar a diminuir os efeitos do álcool no corpo.

Propriedades do Mel

O mel conta com boas quantidades de açúcar e carboidratos e por isso ele é uma ótima fonte rápida de energia.

Ele também possui alguns ácidos orgânicos, sendo que um deles, o ácido glucônico, contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibactericida.

O ferro e o cobre contribuem para a ação antimicrobiana.

O ácido glucônico também tem forte ação antioxidante.

O mel ainda conta com grande número de compostos que proporcionam este mesmo benefício. Os ácidos fenólicos, os flavonoides, certas enzimas, como a glicose oxidase, catalase e peroxidase, ácido ascórbico, hidroximetilfurfuraldeído e carotenoides.

Todas as substâncias contribuem para combater os danos causados por agentes oxidantes, presentes nos alimentos e no corpo humano, e assim prevenir o envelhecimento e doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entre outras.

Ele conta com carboidratos não digeríveis e oligossacarídeos que são prebióticos.

Isto significa que eles contribuem para a manutenção da microbiota intestinal e assim estimulam o trânsito intestinal, cooperam com a consistência normal das fezes, previnem diarreia e constipação.

Este adoçante natural possui potássio, interessante para o equilíbrio da pressão arterial, cálcio, importante para a saúde dos ossos, ferro, necessário para a prevenção da anemia, e outros minerais.

É importante lembrar que por ser rico em carboidrato e açúcar, seu consumo deve ser evitado ou moderado por pessoas com diabetes, uma vez que ele causa alteração na glicemia de diabéticos.

Benefícios do Mel

Bom para dor de garganta: Sua avó estava certa! Como o mel possui ação antimicrobiana, capaz de impedir o crescimento ou destruir micro-organismos, ele é interessante para aliviar a dor de garganta momentaneamente.

 Mas é importante ressaltar que não há nenhum estudo científico comprovando que ele trate as causas desse sintoma, como uma faringite por exemplo, e nem a evolução da doença relacionada a uma dor de garganta.

As características deste adoçante natural que fazem com que ele tenha esta ação antibiótica são: o baixo pH, proporcionando um ambiente ácido que pode inibir o desenvolvimento de muitos micro-organismos, pouca quantidade de água, que não proporciona condições favoráveis para o crescimento das bactérias.

Além disso, o mel possui o ácido glucônico que contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibactericida.

Bom para problemas respiratórios: Pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses micro-organismos estão Haemophilus influenzae, responsável por infecções respiratória e sinusites, Mycobacterium tuberculosis, que leva a tuberculose, Klebsiella pneumoniae e Streptococcus pneumoniae, que causa a pneumonia.

 Nesse caso, vale a mesma ressalva em relação à dor de garganta. O mel pode ajudar aliviando os sintomas e o desconforto, mas não promove a cura da doença em si.

 O tratamento dessas doenças, portanto, deve ser indicado por um especialista e geralmente envolve antibióticos.

Vale associar este alimento com o própolis, substância complexa coletada e transformada por abelhas e que possui flavonoides. Os flavonoides apresentam propriedades bactericida, sendo também um coadjuvante no combate à doenças do trato respiratório.

Bom para o intestino: O mel pode ser um importante aliado na manutenção da microbiota intestinal (conhecida como flora intestinal), que são bactérias benéficas que carregamos ali. Contribuindo assim para um melhor trânsito intestinal, a consistência normal das fezes, prevenção de diarreia e constipação.

Com a microbiota boa, quando a pessoa consumir fibras as bactérias do bem transformam as fibras em ácidos graxos de cadeia curta, que impedem que os micro-organismos ruins do intestino invadam a corrente sanguínea e se espalhem pelo nosso corpo, criando uma defesa indireta.

Todos estes benefícios ocorrem porque ele possui carboidratos não digeríveis e oligossacarídeos que são prebióticos, ou seja, contribuem para a manutenção da microbiota intestinal.

Além disso, pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão:Escherichia coli, causadora de diarreia e infecções urinárias e Salmonella species, que pode levar a diarreia.

Bom para pele: O mel é rico em antioxidantes, como ácidos fenólicos, os flavonoides e os carotenoides.

Por isso, o alimento contribui para a diminuição dos radicais livres e assim previne o envelhecimento precoce e contribui para a pele mais bonita e saudável.

 O produto pode ser ingerido ou utilizado em cosméticos como sabonetes e cremes.

Algumas pesquisas,  entre elas uma da Universidade de Ouagadougou de Burkina Faso, observaram que o mel pode agir como cicatrizante de feridas e em casos de úlceras, queimaduras e abscessos na pele.

Os micro-organismos Staphylococcus aureus e Salmonela typhimurium, ambos causadores de infecções em ferimentos, são sensíveis à ação antibacteriana do mel.

Ação antioxidante: Isto faz com que o mel ajude a diminuir os radicais livres e assim contribua para evitar o envelhecimento celular, proporcionando uma pele mais bonita e saudável e prevenindo doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entres outras.

As substâncias presentes no alimento que proporcionam este benefício são: ácido glucônico, os ácidos fenólicos, os flavonoides, certas enzimas, como a glicose oxidase, catalase e peroxidase, ácido ascórbico, hidroximetilfurfuraldeído e carotenoides.

Diminui os riscos de infecção urinária: Alguns estudos apontaram que bactérias causadoras de certas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estãoa Streptococcus faecalis, Proteus species e Pseudomonas aeruginosa, todas elas podem causar a infecção urinária.

Melhora o sono e ajuda a relaxar: O mel estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar.

O mel  é um carboidrato fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse do organismo, melhorando o bem-estar. Ele também tem uma função importante como regenerador da microbiota intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o alimento ajuda a manter a integridade intestinal .

Quantidade Recomendada de Mel

O quanto consumir de mel por dia pode variar entre uma colher de chá, cerca de 10 gramas, a uma colher de sopa, aproximadamente 25 gramas. É importante ressaltar que este alimento deve ser inserido em uma dieta saudável.

O mel pode ser consumido puro, com cereais ou com frutas e iogurte. Todas são opções saudáveis para consumo do mel.

Crianças menores de 1 ano não devem consumir mel, bem como o consumo deve ser restrito para diabéticos e gestantes.

Fonte: Nutricionista Clarissa Fujiwara

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