Diabetes: Como Conviver e Como Tratar

0
14
Diabetes tratamento

Diabetes é uma doença que afeta cerca de 10% da população brasileira. Por ser uma doença silenciosa, muitas pessoas não sabem que tem a doença, portanto quando vão buscar tratamento, já possuem diversas consequências ao organismo.

Mas se descoberto cedo, uma pessoa pode viver muito bem com diabetes, sem qualquer consequência para o organismo. Basta ter um estilo de vida compatível com o problema de saúde.

No texto de hoje, vamos saber mais sobre esse problema de saúde que afeta tantos brasileiros.

Tipos de Diabetes

Existem alguns tipos de diabetes, conforme descritos abaixo.

Diabetes Tipo 1

Considerado uma doença autoimune, afeta crianças saudáveis. O organismo dessas crianças, por algum motivo que ainda não é totalmente esclarecido pela ciência, ataca as células fabricantes de insulina.

Portanto, a criança deixa de ter insulina fabricada pelo seu organismo.

Com isso, precisa tomar insulina e controlar a glicemia para o resto da vida. Não é uma doença reversível.

Diabetes Tipo 2

Afeta pessoas adultas, geralmente acima do peso, nas quais há uma diminuição na produção de insulina, aliada à resistência à insulina. Geralmente, o tratamento desse tipo de diabetes envolve dieta e medicamentos orais. É o tipo de diabetes diagnosticado em 90% dos casos. Está bastante ligada a pessoas com sobrepeso, vida sedentária e casos na família.

Diabetes Gestacional

Diabetes que afeta gestantes. Não se sabe porque, mas também está relacionado à resistência à insulina.

Sintomas do Diabetes Tipo 1

Os sintomas de diabetes tipo 1 em crianças são bem clássicos:

  • Sede excessiva;
  • Excesso de urina;
  • Perda de peso;
  • Dificuldade em ganhar peso;
  • Fome excessiva;
  • Náusea e vômito;
  • Desânimo profundo da criança.

Ao notar esses sintomas, os pais da criança devem buscar o pediatra, para que seja feito um exame de sangue de glicemia. Com esse exame, é possível diagnosticar o diabetes.

Sintomas do Diabetes Tipo 2

No caso do tipo 2, o diabetes pode permanecer assintomático por anos. Mas geralmente está associado aos seguintes sintomas:

  • Sede excessiva;
  • Fome excessiva;
  • Infecções frequentes;
  • Dificuldade de cicatrização de feridas na pele;
  • Dificuldade visual (visão embaçada);
  • Formigamento nos pés e pernas.

Diagnóstico de Diabetes

Geralmente, o diagnóstico pode acontecer mediante um dos sintomas e esses sintomas sendo comunicado pelo paciente.

Ou pode ser uma descoberta em exames de rotina, quando não há sintomas presentes ou esses não são relatados pelo paciente.

Para o diagnóstico de diabetes, alguns exames são extremamente importantes.

Glicemia em Jejum

É o primeiro exame realizado em pacientes quando se desconfia de diabetes. É o exame que mede a quantidade de açúcar (glicemia) no sangue ao acordar. Valores ideais são os que estão entre 70 a 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue.

Resultados anormais são:

  • Resultados entre 100 mg/dL e 125 mg/dL são considerados anormais próximos ao limite e devem ser repetidos em uma outra ocasião
  • Valores acima de 140 mg/dL já são bastante suspeitos de diabetes, mas também devendo ser repetido em uma outra ocasião, mas sempre é necessária uma avaliação médica.

Hemoglobina Glicada

a fração da hemoglobina ( proteína dentro do glóbulo vermelho) que se liga a glicose. Durante o período de vida da hemácia - 90 dias em média - a hemoglobina vai incorporando glicose, em função da concentração deste açúcar no sangue.

Se as taxas de glicose estiverem altas durante todo esse período ou sofrer aumentos ocasionais, haverá necessariamente um aumento nos níveis de hemoglobina glicada. Dessa forma, o exame de hemoglobina glicada consegue mostrar uma média das concentrações de hemoglobina em nosso sangue nos últimos 3 meses .

Os valores da hemoglobina glicada irão indicar se você está ou não com hiperglicemia, iniciando uma investigação para o diabetes. Valores normais da hemoglobina glicada:

  • Para as pessoas sadias: entre 4,5% e 5,7%
  • Para pacientes já diagnosticados com diabetes: abaixo de 7%
  • Anormal próximo do limite: 5,7% e 6,4% e o paciente deverá investigar para pré-diabetes
  • Consistente para diabetes: maior ou igual a 6,5%.

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda como critério de diagnóstico de diabetes mellitus as seguintes condições:

  • Hemoglobina glicada maior que 6,5% confirmada em outra ocasião (dois testes alterados)
  • Uma dosagem de hemoglobina glicada associada a glicemia de jejum maior que 200 mg/dl na presença de sintomas de diabetes
  • Sintomas de urina e sede intensas, perda de peso apesar de ingestão alimentar, com glicemia fora do jejum maior que 200mg/dl
  • Glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl em pelo menos duas amostras em dias diferentes
  • Glicemia maior que 200 mg/dl duas horas após ingestão de 75g de glicose.

Tratamento Para Diabetes

O tratamento para diabetes varia conforme o tipo de diabetes.

No caso de diabetes tipo 1, será necessária administração de insulina. Atualmente, o tratamento baseia-se em dois tipos de insulina, uma de longa ação (as mais modernas são insulina Lantus e Tresiba, que tem ação por várias horas) e uma de correção, para toda vez que o indivíduo se alimenta (exemplos, Humalog, Novorrapid, que começam a agir em 15 minutos).

Para saber a dose certa, é necessário fazer o cálculo da sensibilidade daquele paciente à insulina, bem como a dose necessária para conseguir lidar com 10 ou 15 g de carboidrato.

Com essas informações em mãos, será possível ao paciente realizar a contagem de carboidratos, ou seja, mediante o que ele vai comer, ele poderá saber exatamente quanto de insulina será necessário.

A insulina é injetada no tecido subcutâneo, em locais como braço, perna, barriga, etc.

Além da insulina, alguns medicamentos para auxiliar o efeito da insulina são muitas vezes recomendados, como metformina, Glifage XR ou Jardiance.

No caso do diabetes tipo 2, outros medicamentos são utilizados, para, por exemplo, estimular a produção de insulina pelo pâncreas, além de outras funções. São eles:

  • Inibidores da alfaglicosidase: são medicamentos que impedem a digestão e absorção de carboidratos no intestino.
  • Sulfonilureias: Estimulam a produção pancreática de insulina pelas células beta do pâncreas, tem alto potencial de redução de A1C (até 2% em média), mas podem causar hipoglicemia.
  • Glinidas: nateglinida e repaglinida, via oral. Agem também estimulando a produção de insulina pelo pâncreas.

Se você já é diabéticos, lembre-se que alimentação saudável e equilibrada é fundamental. Visite seu médico constantemente e faça o monitoramento glicêmico diariamente.

Você verá que é possível conviver com diabetes, sem sequelas.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, escreva seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui