5 Alimentos Que Devem Estar Todos os Dias Nas Mesas de Idosos

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Alimentação dos idosos

Muitas pesquisas investigam os efeitos de alimentos específicos na saúde das pessoas na terceira idade. A guerra entre gorduras e carboidratos é permanente e segue sendo alvo de estudos.

Ainda que os efeitos de alguns produtos sejam controversos, quando se analisa a saúde dos idosos há alimentos que não podem ficar de fora da rotina.

Mas por que isso? Porque mesmo que se considere que a saúde após os 60 esteja em declínio, com os alimentos certos, pode haver grande proteção ao coração, cérebro e ossos.

Reduzir o açúcar e o sal do dia a dia da terceira idade é tão importante quanto manter diariamente alguns alimentos essenciais.

O trânsito gástrico dos idosos é mais complexo. Eles têm dificuldade de esvaziamento, digestão mais lenta, diminuição de ácidos estomacais. Por isso, a sensação de saciedade faz com que a necessidade de comer seja ocultada e os idosos acabam comendo menos.

De acordo com uma pesquisa do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, de São Paulo, os idosos têm 3,7 vezes mais risco de desnutrição dos os adultos. A recuperação das pessoas mais velhas também é mais difícil. Por isso, é tão importante cuidar o que e quando eles estão comendo.

A regra básica, para idosos, é fazer seis pequenas refeições diárias, que incluem: café da manhã, colação (lanche da manhã), almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

Desta forma, há determinados grupos alimentares que devem sempre estarem presentes na dieta diária de todo idoso.

1 - Leite e Derivados

Esse alimentos são de fácil digestão e as principais fontes de cálcio, que protege ossos e articulações. O ideal é dar preferência aos desnatados e consumir de três a quatro porções por dia.

Aqui podemos citar leite, iogurte, coalhada e queijos. No caso dos queijos, é importante notar que são fontes de gordura, portanto, sempre que possível, opte por queijos brancos.

2 - Frutas, Legumes e Verduras

Dê preferência às frutas, verduras e legumes da estação e in natura. O efeito no bolso e no corpo serão imediatos.

Certamente você conhece quais são as frutas que estão melhores em qual época do ano, mas no Brasil, por exemplo, banana, laranja e mamão podem ser consumidas em qualquer época do ano e possuem muitos nutrientes e fibras.

Esses alimentos que são ricos em fibras, vitaminas e sais minerais vão ajudar a descongestionar o trânsito estomacal. Além disso, deixam o prato mais saboroso e diverso.

Infelizmente, muitos idosos, em função da dificuldade de preparar, do cansaço e da falta de apetite colocam apenas dois tipos de produtos no prato: carne e arroz ou frango e massa.

Assim, a dieta dos idosos acaba ficando extremamente pobre em nutrientes.

Como a fome desse grupo populacional não é muita, dificilmente você achará algum idoso que encherá o prato com uma bela salada preparada por ele mesmo.

Portanto, é necessário estímulo e atenção das pessoas que estão perto de sempre "forçarem" o idoso a consumir mais legumes, verduras e frutas.

O ideal é consumir de duas a quatro porções de fruta por dia e de duas a cinco de verdura e legumes.

3 - Alimentos Integrais

Farinhas, arroz, aveia, massa. Consumidos em massa na versão refinada, atualmente os mercados já apresentam esses tipos na versão integral de diversas marcas e a um custo mais acessível.

Infelizmente muitos idosos que não criaram o hábito de se alimentarem com produtos integrais durante a vida costumam não optar por versões integrais.

Um exemplo bem frequente é a quantidade pequena de idosos que opta por pães integrais ao invés do pão branco, sendo que o pão integral é bem mais saudável e possui uma digestão mais fácil do que o pão branco.

Portanto, vale a pena a conversa e a insistência de tentar trocar a farinha branca pela integral.

4 - Chás Claros

Os chás são importantes para a saúde de qualquer pessoa.

No caso dos idosos, a hidratação é fundamental.

 Como paladar pode perder a sensibilidade com o passar dos anos, nem sempre a água é um prazer para eles. Por isso, beber chás claros gelados e sem açúcar pode ser uma boa pedida para alternar com a água.

Café e chás escuros devem ser evitados porque prejudicam o metabolismo dos mais velhos.

5 - Carnes e Peixes, Como Sardinha

Há duas razões principais para esses alimentos: ferro e vitamina D.

Alimentos ricos em ferro são carnes, gema de ovo, banana, leguminosas e verduras de folhas escuras.

O ferro é responsável pelo fornecimento de energia e eficaz na formação de hemoglobinas. Segundo um artigo publicado pela Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, mais de 10% da população acima de 65 anos, possui anemia.

O quadro de idosos com anemia tende a crescer, mas pode ser facilmente reversível. Contudo, para que isso aconteça é preciso que a alimentação para idosos mude. A reposição do ferro em si já é um tratamento para combater doenças como anemia.

No caso da vitamina D, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a carência desta vitamina em centros urbanos é preocupante. Valores inadequados de vitamina D foram encontrados em 85% dos idosos que vivem em São Paulo.

Esse valor se agrava por todo o país, aumentando gradativamente o número de idosos atingidos.

A suplementação de vitamina D pode reduzir em até 26% fraturas de quadril. Hoje se sabe que fraturas em idosos podem levar indivíduos à se tornarem acamados, justamente pela maior dificuldade de cicatrização.

Há outros estudos que mostram que níveis equilibrados de vitamina D e cálcio elevam a expectativa de vida da população em 9%.

Portanto, é importante lembrar que o consumo de vitamina D é obrigatório para fortalecimento ósseo de idosos. Dentre os alimentos que possuem vitamina D destacam-se os peixes como a sardinha.

São poucos os alimentos que fornecem de fato vitamina D, mas absorção nos alimentos não é tão eficaz quanto a exposição a luz solar. Recomenda-se que o idoso fique, ao menos 15 minutos, com os braços e pernas expostos a luz solar.

Conclusão

Uma dieta equilibrada pode ajudar muito a prevenção de doenças e, no caso de idosos, é fundamental para que problemas de saúde não ocorram.

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